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	<title>Via SIG &#187; CAD</title>
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	<description>Um blog sobre SIG, focado na tecnologia, programação e gestão.</description>
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		<title>QGIS e CAD</title>
		<link>http://blog.viasig.com/2010/07/qgis-e-cad/</link>
		<comments>http://blog.viasig.com/2010/07/qgis-e-cad/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 Jul 2010 13:47:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duarte</dc:creator>
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		<category><![CDATA[SIG]]></category>
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		<description><![CDATA[Os ficheiros CAD são uma das principais fontes de dados para um SIG.  Este artigo analisa as possibilidades actuais de lidar com CAD no Quantum GIS.
CAD e SIG
Existe uma rivalidade antiga entre quem trabalha com software CAD e quem trabalha com software SIG – é comum ouvirmos dizer coisas como “o CAD é menos avançado”, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os ficheiros CAD são uma das principais fontes de dados para um SIG.  Este artigo analisa as possibilidades actuais de lidar com CAD no Quantum GIS.</p>
<h4>CAD e SIG</h4>
<p>Existe uma rivalidade antiga entre quem trabalha com software CAD e quem trabalha com software SIG – é comum ouvirmos dizer coisas como “o CAD é menos avançado”, ou “os tipos do SIG têm a mania de complicar as coisas”, entre outros mimos. Na realidade CAD e SIG são ferramentas usadas para fazer coisas diferentes, com métodos de trabalho diferentes, e que (infelizmente) têm de conviver de forma muito próxima, sem se compreenderem muito bem… (Aviso: tentei ser isento, mas acho que desisti a meio do texto…)</p>
<h4>Simbologia é informação</h4>
<p>No CAD esta afirmação é verdadeira. No SIG não.</p>
<p>No CAD eu desenho os meus elementos gráficos com o objectivo principal de obter uma visualização – para ver no monitor ou para imprimir. Quanto mais produtivo for a criar a minha visualização melhor técnico CAD serei. Os elementos que crio no ficheiro CAD representam exactamente o que preciso de ver: uma árvore é constituída por uma copa, um poste de iluminação tem um pé e uma lâmpada, uma área ajardinada tem vários pequenos arbustos. Eu posso seleccionar cada um destes elementos e alterá-los para obter a visualização exacta que pretendo. Quando gravo um DWG ou um DGN gravo tudo isto &#8211; uma linha com dada cor, espessura, tipo de tracejado – gravo no ficheiro as geometrias que são também a simbologia em simultâneo. A estrutura do meu desenho é constituída pela forma como eu organizo os meus elementos por camadas (<em>layers</em> ou <em>levels</em>), e como crio os meus elementos (blocos ou elementos simples).</p>
<p>No SIG a situação é muito, muito semelhante. Mas 2 ligeiras diferenças são suficientes para tornar o diálogo entre as equipas CAD e SIG difícil e por vezes até antagónico.</p>
<p>1) No SIG eu desenho apenas geometrias. Recolho vértices XY. E recolho características das geometrias, que armazeno em atributos. Todas as geometrias que recolho num ficheiro têm sempre os mesmos atributos, e por isso descrevo-as de forma sistemática, formando uma tabela. Não há simbologia envolvida no processo. Ao gravar o trabalho num ficheiro de dados, guardo apenas vértices XY e atributos, sendo uma das razões por que grande parte do trabalho é focada em organizar informação, em decidir que atributos cada ficheiro terá. Mas esta obsessão organizativa vai mais longe! Cada ficheiro tem apenas um tipo de geometria – ponto, linha ou polígono – que nunca se misturam no mesmo ficheiro.</p>
<p>2) No SIG a simbologia é aplicada por regras a um ficheiro – não se define a simbologia de um só elemento. Usam-se os atributos para seleccionar um conjunto de geometrias a que depois aplicamos uma certa simbologia. Por exemplo, podemos representar especificamente as cidades com população maior que 1 milhão de habitantes como círculos pretos, as restantes cidades com um quadrado.  Se todos os pontos que são as cidades tiverem um atributo com a sua população, o software SIG aplica esta simbologia facilmente. Uma consequência desta abordagem à simbologia é que passa a ser dinâmica. Se quisermos alterar a simbologia, não alteramos as geometrias – alteramos as regras da simbologia. Para guardar a simbologia usam-se ficheiros de projecto, que não têm dados, apenas regras e definições de como representar a informação e como a imprimir (formato da página, orientação, seta do norte, título, ou seja, o layout).</p>
<table border="0" cellspacing="0" cellpadding="2" width="600">
<tbody>
<tr>
<td width="300" valign="top"><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/cad_carto.png"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="cad_carto_thumb[1]" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/cad_carto_thumb1.png" border="0" alt="cad_carto_thumb[1]" width="244" height="196" /></a></td>
<td width="300" valign="top"><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/sig_carto.png"><img style="border-bottom: 0px; border-left: 0px; display: inline; border-top: 0px; border-right: 0px" title="sig_carto_thumb[1]" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/sig_carto_thumb1.png" border="0" alt="sig_carto_thumb[1]" width="244" height="195" /></a></td>
</tr>
<tr>
<td width="300" valign="top"><span style="font-size: xx-small;">CAD</span></td>
<td width="300" valign="top"><span style="font-size: xx-small;">SIG</span><span style="line-height: 19px;"><em><br />
</em></span></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p style="text-align: center;"><em>Exemplo de informação CAD original, e quando convertida para SIG.</em></p>
<h4>Então qual é o problema?</h4>
<p>Como dizem os políticos, ainda bem que fez essa pergunta…</p>
<p>Pois é, o problema é na conversão de CAD para SIG. Este é um assunto muito extenso e interessante, mas como é Verão apetece mais uma bejeca… <img src='http://blog.viasig.com/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  Mas ainda consigo lembrar-me de 3 grandes problemas nesta conversão:</p>
<p>1) Seleccionar num ficheiro CAD elementos que têm o mesmo significado é geralmente difícil. Se todos pontos que são as cidades estiverem num único layer, e nesse layer não existir outro tipo de pontos, então a sua selecção é facílima. Mas isso raramente acontece… geralmente elementos gráficos com diferentes significados coexistem no mesmo layer.</p>
<p>2) Determinar a posição correcta de um elemento é muitas vezes difícil – a cidade está no ponto de inserção do bloco, ou é o ponto central do bloco? O ponto cotado é o ponto de inserção, ou é a virgula decimal do texto da cota? E aqui junta-se a dificuldade de evitar as tramas ou “<em>hatches</em>”. (As tramas são linhas que representam simbologia mas não representam uma entidade no terreno. Geralmente aplicadas a polígonos, servem de arranjo gráfico, e não devem ser convertidas para SIG.) Outro exemplo são marcas quilométricas em eixos de infra-estruturas… no CAD são importantes, no SIG são considerados erros de conversão. Outro grupo de problemas pode ser aqui incluído – questões como converter linhas fechadas do CAD para polígonos no SIG, reconhecer vazios, e outras questões semelhantes…</p>
<p>3) E finalmente, recolher atributos juntamente com as geometrias é muitas vezes… … … difícil (novamente)! e para o SIG os atributos são fundamentais. Por exemplo, qual é a cota de cada ponto cotado ou curva de nível? Ou qual é o nome de cada eixo de rua? A verdade é que já foi feito o trabalho de recolha e digitalização desta informação pela equipa CAD, mas mesmo assim não é possível muitas vezes usá-la num SIG (ou noutro sistema qualquer). No CAD, o texto que mostra o nome de uma rua é uma entidade gráfica  independente da linha, e por isso não existem métodos automáticos fiáveis para associar cada linha a cada texto. A não ser que se crie o ficheiro CAD já com a preocupação de permitir este tipo de interoperabilidade, e assim avançamos para tópicos de CAD avançados que (na minha experiência) escapam à maioria dos desenhadores.</p>
<h4>Então e agora?</h4>
<p>Pois é… agora estamos todos numa grande alhada. Ao fim de dias a tentar converter ficheiros CAD, o pessoal do SIG está pronto a abraçar uma vida de crime, começando por cometer uma série de homicídios lá para as bandas do CAD.</p>
<p>A única solução é conhecer bem o software que usamos. Com o tempo vamos aprendendo as técnicas que o software suporta para conseguir conversões cada vez mais automáticas. Mas tudo depende dos ficheiros originais CAD. E é muito importante poder contar com alguém no “lado” CAD que possa alterar os ficheiros CAD de forma a facilitar o processo de conversão.</p>
<p>Outra via de facilitar a vida a todos os técnicos envolvidos num processo que passe por CAD e SIG, é estabelecer regras para os ficheiros CAD que facilitem depois um processo menos manual de conversão. E isso novamente vai depender da informação em causa, e do tipo de AutoCAD em uso (“normal”, Map, Civil…). Por exemplo, no AutoCAD Map podemos criar Object Data, Object Class, ou até ligar os nossos elementos gráficos a tabelas de atributos externos, mas em AutoCAD “simples” isso já não é possível…</p>
<p>Portanto, não há regras infalíveis. Cada caso é um caso, como se diz. Mas há regras de bom senso que resultam sempre bem – agrupar elementos gráficos com o mesmo significado num só layer é uma dessas regras: só eixos de via num layer, e todos os eixos de via estão nesse layer (não há outros tantos eixos noutros tantos layers); cada layer tem um nome claro e intuitivo (nada de layers com nomes do tipo “ev_de” – que quereria dizer “eixos de via do distrito de évora”…); para layers de polígonos criar também o respectivo layer de anotação ou blocos de atributos (onde também marcamos os vazios), e outras regras deste género. Bom senso é muito subestimado hoje em dia…</p>
<h4>QGIS</h4>
<p>E finalmente chegamos à parte principal do artigo, que originou o seu nome…</p>
<p>O QGIS usa como leitor de dados as bibliotecas do GDAL (imagens) e <a href="http://www.gdal.org/ogr/" target="_blank">OGR</a> (vectores). Este facto não é muito visível para o utilizador, mas é importante para compreender as capacidades do QGIS. Estas bibliotecas têm drivers que são responsáveis por cada formato que o GDAL/OGR suporta. No caso de ficheiros CAD só 2 formatos são suportados – DXF e DGN. Está já pronto um <a href="http://fwarmerdam.blogspot.com/2009/12/ogr-dxf-driver.html" target="_blank">novo driver para DXF</a> e que lê também DWG, mas ainda não é incluído no QGIS (nem mesmo na versão 1.5 a lançar já em Julho).</p>
<h4>O caso DXF</h4>
<p>O OGR converte DXF para qualquer outro formato que suporte, como o shapefile. E mantém alguns atributos, como o <em>layer</em>, o que é muitas vezes suficiente para converter e organizar a informação CAD. Mas enquanto o QGIS não usar uma versão de OGR que inclua o driver DXF não vamos conseguir ler estes ficheiros directamente no QGIS. Temos assim de usar comandos de linha…</p>
<p>Assim, para evitar usar a linha de comandos do OGR, podemos fazer esta conversão no QGIS usando o plugin Dxf2Shapefile (incluído na instalação do QGIS). Mas surpreendentemente este plugin não mantém quaisquer atributos quando converte ficheiros DXF, e ficamos com pontos, linhas e polígonos sem sabermos o que representam. O que é muito desapontante.  A sua utilização é muito fácil, mas os resultados são pobres dada a flagrante ausência de atributos.</p>
<p align="center"><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/image.png"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="image" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/image_thumb.png" border="0" alt="image" width="614" height="225" /></a></p>
<p align="center"><em>Conversão de DXF para Shapefile no QGIS – perdem-se os atributos.</em></p>
<h4>O caso DGN</h4>
<p>Há uma outra opção – o QGIS lê directamente ficheiros DGN, e carrega-os para o mapa sem ser necessário uma conversão prévia. E melhor ainda, vários atributos são visíveis, e assim, tendo o ficheiro CAD no nosso mapa, podemos aplicar selecções de acordo com o <em>level</em> (equivalente ao <em>layer</em> dos DXF), e gravar para ficheiros shapefile.</p>
<p><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/image1.png"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="image" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/image_thumb1.png" border="0" alt="image" width="619" height="276" /></a></p>
<p><em>O QGIS consegue ler DGN directamente e mantém atributos como o level, permitindo fazer selecções e gravar para shapefile.</em></p>
<p>Uma surpresa é que o DGN é carregado com todas as geometrias misturadas num só tema. O que é invulgar. Temos de nos habituar a esta ideia e encontrar forma de filtrar cada tipo de geometria para as conseguirmos separar e exportar para shapefile. Isto é, vamos criar um filtro (Query) no QGIS para ficar apenas com pontos, e exportá-los para um shapefile. E fazemos o mesmo depois para isolarmos as linhas e os polígonos.</p>
<p>Como o QGIS usa o OGR para ler ficheiros DGN, basta uma consulta à página do <a href="http://www.gdal.org/ogr/drv_dgn.html" target="_blank">driver DGN do OGR</a>, para ficarmos a saber quais os atributos a que temos acesso com ficheiros DGN. E vemos que o atributo “Type” indica o tipo de geometria:<br />
<code>Line (3): Line geometry.<br />
Line String (4): Multi segment line geometry.<br />
Curve (11): Approximated as a line geometry.<br />
B-Spline (21): Treated (inaccurately) as a line geometry.<br />
Arc (16): Approximated as a line geometry.<br />
Ellipse (15): Approximated as a line geometry.<br />
Shape (6): Polygon geometry.<br />
Text (17): Treated as a point geometry.</code><br />
Ou seja, para no QGIS seleccionar todas as linhas num DGN, podemos usar a seguinte query (usando a opção “<em>Query</em>” no menu de contexto do tema DGN, acedido clicando com o botão direito sobre o tema DGN):</p>
<p><code>Type = 3 OR Type = 4 OR Type=11 OR Type = 21 OR Type = 16 OR Type = 15</code></p>
<p><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/image2.png"><img style="border-right-width: 0px; display: inline; border-top-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-left-width: 0px" title="image" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2010/07/image_thumb2.png" border="0" alt="image" width="617" height="379" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><em>No QGIS filtramos o DGN com uma query, para isolar um só tipo de geometria (ponto, linha ou polígono).</em></p>
<p>Depois de fazer a query todos os elementos que restam visíveis no QGIS serão linhas, e podem ser gravados para um shapefile usando a opção “Save as” do menu de contexto do tema.</p>
<p>Depois de termos a informação dividida por 3 shapefiles, um por tipo de geometria, podemos então fazer selecções por <em>level</em> para tentar isolar objectos com determinados significados.</p>
<p>Na verdade nem é preciso exportar para shapefile. Podemos simplesmente carregar o ficheiro DGN, filtrar as geometrias, e aplicar depois a simbologia que queremos. Será necessário converter quando, por exemplo, quisermos converter uma série de ficheiros DGN  num único shapefile com toda a informação (ou para outro formato como PostGIS ou SpatiaLite).</p>
<h4>O caso DWG</h4>
<p>Este é o pior formato de informação geográfica do mundo. Ponto.</p>
<p>Além de ser alterado a cada 3 anos, é completamente fechado, isto é, para poder ler e escrever este formato é necessário pagar a terceiros, como a Autodesk ou a Open Design Alliance. A propósito da ODA e da má fama do DWG, podem ler esta <a href="http://www.evanyares.com/the-cad-industry/2009/4/13/open-design-alliance-what-a-mess.html" target="_blank">novela</a> espantosa relatada pelo 1º presidente desta ilustre fundação. Mas pode ser que as coisas estejam a mudar. Recentemente, a <a href="http://www.marketwatch.com/story/autodesk-and-open-design-alliance-reach-agreement-for-autodesk-dwg-trademarks-2010-04-09" target="_blank">ODA chegou a acordo com a Autodesk</a> e lá resolveram as disputas sobre marcas comerciais, e por coincidência (ou não) em Junho <a href="http://www.opendesign.com/ODANEWS020610" target="_blank">publicaram as especificações</a> actualizadas que desenvolveram para ler e escrever DWG. É melhor aproveitar e fazer o download, não vá a situação alterar-se… Estas especificações têm sido insuficientes para <a href="http://libdwg.sourceforge.net/en/" target="_blank">criar programas que consigam escrever ficheiros DWG válidos</a>, mas pelo menos para ler estes ficheiros já foram suficientes. Esta nova actualização não sei se virá alterar esta situação, mas terá nova informação sobre o formato DWG 2010…</p>
<p>Não vou alongar-me mais sobre o formato, interessa apenas frisar que até agora o software Open Source teve de criar <a href="http://www.gnu.org/software/libredwg/" target="_blank">bibliotecas</a> para ler (ou escrever) ficheiros DWG fazendo um enorme esforço de “<em>reverse engineering</em>”. Que além de ser um trabalho muito pouco interessante, tem de ser revisto a cada 3 anos.</p>
<p>Assim, o QGIS não lê DWG. É possível que o venha a fazer no futuro próximo, havendo avanços no OGR nesse sentido. A ver vamos…</p>
<p>Mesmo a terminar este assunto, tenho de referir que o gvSIG lê DWG até à versão 2004…</p>
<h4>Conclusão</h4>
<p>Dadas as dificuldades actuais de interoperabilidade do formato DWG, este não é viável de momento com QGIS.</p>
<p>A opção DGN é muitíssimo funcional, e até muito fácil de trabalhar no QGIS. Para utilizadores de Microstation é óptimo. Para utilizadores de AutoCAD há a possibilidade de exportar para DGN a partir do AutoCAD 2008. Para os outros produtos baseados em DWG/DXF já não se pode dizer o mesmo.</p>
<p>Finalmente, o formato DXF é de momento uma má opção, a não ser que façamos a conversão pela linha de comando do OGR para shapefile ou semelhante. Mas espera-se em breve ter no QGIS um suporte ao nível do DGN. Mesmo assim, também obriga à exportação para DXF (a partir do formato CAD nativo), sendo um passo extra que é mais uma pedra na engrenagem para os técnicos CAD.</p>
<p>Se souberem de outras possibilidades aproveitem a secção de comentários.</p>
<p>Até breve.</p>
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		<title>Serviços SIG no AutoCAD</title>
		<link>http://blog.viasig.com/2009/05/servicos-sig-no-autocad/</link>
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		<pubDate>Tue, 05 May 2009 18:50:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[CAD]]></category>
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		<category><![CDATA[SIG]]></category>
		<category><![CDATA[ArcGIS]]></category>
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		<description><![CDATA[Olá a todos. Desde o meu último post passou mais tempo do que gostaria&#8230; mas hoje consegui &#8220;empurrar&#8221; este post.
A questão que trago aqui hoje é uma forma de integrar um SIG baseado em software ESRI com software Autodesk. Ou seja, se a sua organização usa ArcGIS Server então saiba que pode fazer chegar toda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá a todos. Desde o meu último post passou mais tempo do que gostaria&#8230; mas hoje consegui &#8220;empurrar&#8221; este post.</p>
<p>A questão que trago aqui hoje é uma forma de integrar um SIG baseado em software ESRI com software Autodesk. Ou seja, se a sua organização usa ArcGIS Server então saiba que pode fazer chegar toda a sua informação SIG aos utilizadores de AutoCAD/Map/Civil, e tudo sem conversões ou múltiplos ficheiros. Melhor, pode visualizar toda a informação publicada pela ESRI no site <a title="sítio ArcGIS Online, com informação online para utilização em ArcGIS" href="http://resources.esri.com/arcgisonlineservices/" target="_blank">ArcGIS Online</a> no AutoCAD, e isso inclui os ortofotomapas do IGP, de 2004 e com 1 m de resolução.</p>
<p>A solução é o <em>plugin</em> da ESRI &#8220;ArcGIS for AutoCAD&#8221;, para AutoCAD (como o nome indica). É um <a title="ArcGIS for AutoCAD no sítio da ESRI Inc." href="http://www.esri.com/software/arcgis/arcgis-for-autocad/index.html" target="_blank">download gratuito que está no site da ESRI</a>. Depois de instalado vai acrescentar um menu e uma <em>ribbon</em> ao AutoCAD chamados &#8220;ArcGIS&#8221; e que permitem definir ligações a serviços ArcGIS Server, localizados na Intranet ou na Internet, o que abre uma grande via de comunicação entre o mundo SIG e o mundo CAD. Este plugin oferece ainda uma nova forma de produzir informação CAD (no AutoCAD) com atributos denominada &#8220;<em>Mapping Specification for Drawings</em>&#8221; e que, de acordo com a ESRI Inc., é mais interoperável &#8211; não obriga a conversões complexas, evita perda de informação quer no lado SIG quer no lado CAD, e é baseado apenas em ficheiros DWG &#8220;normais&#8221;. Pode obter mais informação aqui: <a title="informação sobre MSD no sítio da ESRI Inc." href="http://resources.esri.com/caddata/index.cfm?fa=mappingSpecForDWG" target="_blank">Mapping Specification for Drawings</a>. Ainda não tive a oportunidade de investigar em detalhe esta nova opção&#8230; mas este <a title="video &quot;Overview of ArcGIS for AutoCAD&quot;" href="http://vid01.esri.com/winmmedia/afabuild200final_2.wmv" target="_blank">video da ESRI</a> ilustra o processo.</p>
<p>Mas regressemos ao tópico principal &#8211; como ver no AutoCAD informação publicada através do ArcGIS Server?</p>
<h4>Instalação do ArcGIS for AutoCAD</h4>
<p>A instalação segue o processo normal: depois de fazer o download, basta executar o ficheiro obtido. Nos casos que observei, os novos elementos na interface do AutoCAD não foram correctamente adicionados, pelo que foi necessário fazê-lo manualmente. Para isso bastou executar o comando &#8220;cuiload&#8221; (dentro do AutoCAD) e na janela que abre indicar o ficheiro &#8220;C:\Program Files\ArcGIS for AutoCAD\ afaUI.cui&#8221; (ou equivalente de acordo com a pasta de instalação).</p>
<p>A partir daqui, o menu e a ribbon ArcGIS ficarão visíveis.</p>
<h4>Adicionar um serviço</h4>
<p>Para adicionar um serviço ArcGIS, basta usar o botão &#8220;Add Map&#8221;, e preencher os dados do endereço do servidor, e nome do serviço pretendido. Na imagem seguinte é mostrada a ligação a um servidor interno na EDIA com um serviço que mostra as infra-estruturas do EFMA, usando dados ArcSDE e simbologia ArcMAP:</p>
<p><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/05/image.png"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/05/image-thumb.png" border="0" alt="image" width="333" height="243" /></a></p>
<p>E o resultado depois de aproximar a uma área com dados é (desculpem a qualidade da imagem):</p>
<p><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/05/image1.png"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/05/image-thumb1.png" border="0" alt="image" width="619" height="531" /></a></p>
<p>Podem ser usados serviços dinâmicos e de cache (em que as imagens são previamente geradas para uma quadrícula e para um conjunto de escalas pré-definidos). Os serviços de cache permitem uma velocidade de interacção muito maior, com a contra-partida de existir alguma desactualização dos dados.</p>
<h4>Adicionar o serviço ArcGIS Online com os ortos do IGP</h4>
<p>O processo para adicionar os ortos ao AutoCAD é o mesmo, mas agora indicando o endereço do servidor da ESRI: <a href="http://services.arcgisonline.com/arcgis/services">http://services.arcgisonline.com/arcgis/services</a>.</p>
<p>No momento em que fiz este artigo, o AutoCAD não reconheceu o proxy da empresa (que exige autenticação), pelo que não pude capturar imagens&#8230; não foi possível determinar se o problema é do AutoCAD ou se é do plugin.</p>
<h4>Identificar vectores num serviço ArcGIS Server</h4>
<p>O plugin também inclui uma ferramenta de &#8220;Identify&#8221; que permite consultar os atributos da informação publicada. Por exemplo, identificar um canal no serviço da EDIA daria o seguinte resultado:</p>
<p><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/05/image2.png"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/05/image-thumb2.png" border="0" alt="image" width="295" height="200" /></a></p>
<h4>Conclusões</h4>
<p>Esta ferramenta é realmente um passo em frente na interligação SIG-CAD, ou melhor, ESRI-Autodesk. Embora o AutoCAD Map e Civil tenham a capacidade de ligação a serviços WMS, a verdade é que a minha experiência com essa funcionalidade não tem sido a melhor (muitas vezes o mapa não redesenha o serviço WMS, e a impressão não refresca a imagem para ajustar ao tamanho do layout). Por outro lado, a ligação a serviços ESRI em cache é agora possível, o que traz as 2 grandes vantagens destes serviços: 1) são muito mais rápidos; e 2) exigem muito menos esforço por parte do servidor SIG, o que permite servir mais utilizadores com o mesmo servidor.</p>
<p>Neste momento, este plugin está em utilização na EDIA principalmente para visualizar, em AutoCAD, os mosaicos de ortofotomapas residentes em ArcSDE, algo que nunca tinha sido conseguido de forma funcional. E conseguimos mesmo chegar aos utilizadores da versão base do AutoCAD (sem Map nem Civil), que foram também sempre os mais excluídos do SIG. Optou-se por publicar os ortos através de serviços em cache, o que resultou numa óptima performance e numa experiência impressionante para os utilizadores.</p>
<p>No entanto, algumas questões têm suscitado dúvidas e dificuldades: a qualidade das imagens que surgem no AutoCAD têm pouca qualidade quando se utilizam serviços em Cache (principalmente vectores; com ortos não é tão aparente), e não foi ainda possível definir a transformação entre <em>data </em>diferentes (isto é, sobrepor dados WGS84 e Datum73). Também as labels aparecem no AutoCAD mais pequenas do que o esperado, o que obriga a alterar os mxd&#8217;s e criar novos serviços no ArcGIS Server especificamente para utilizar em AutoCAD.</p>
<p>Por outro lado, a possibilidade de definir níveis SIG num DWG que depois surgem no ArcMap como Feature Classes, sem necessidade de conversão, é muito apelativa&#8230; mais ainda se pensarmos que se podem preparar DWGs vazios com as especificações pretendidas e entregá-los a fornecedores de serviços, projectistas e arquitectos. Estes podem criar a sua informação usando AutoCAD com estes DWGs, trabalhando assim já de acordo com as especificações SIG dos clientes, e sem necessidade de adquirir novo software &#8211; bastará usar o plugin gratuito. Mas este é já outro desafio totalmente diferente&#8230;</p>
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		<title>Visualizar CAD online</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 00:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>duarte</dc:creator>
				<category><![CDATA[CAD]]></category>
		<category><![CDATA[Intermédio]]></category>
		<category><![CDATA[SIG]]></category>
		<category><![CDATA[WebGIS]]></category>

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		<description><![CDATA[A visualização de informação CAD via web, por si só ou em conjunto com outra informação georreferenciada, é importante para as áreas de Engenharia, como sejam as de Projecto, Empreitada, Exploração e Manutenção de infra-estruturas. Nestas áreas a informação CAD é rainha &#8211; qualquer menção de outros formatos ou, perdendo completamente a cabeça, referir SIG [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A visualização de informação CAD via web, por si só ou em conjunto com outra informação georreferenciada, é importante para as áreas de Engenharia, como sejam as de Projecto, Empreitada, Exploração e Manutenção de infra-estruturas. Nestas áreas a informação CAD é rainha &#8211; qualquer menção de outros formatos ou, perdendo completamente a cabeça, referir SIG é garantir o epiteto de &#8220;o tipinho dos Mapas&#8221;&#8230; Mas fora de brincadeiras, o valor da informação CAD em Engenharia é obviamente indiscutível, e as ferramentas CAD e SIG são naturalmente complementares, e talvez até sequenciais em muitos fluxos de trabalhos. Mas isso seria material de outros artigos&#8230;</p>
<p>O objecto deste artigo é apresentar 2 metodologias para visualizar ficheiros CAD num browser, e como veremos, isto pode ser feito actualmente com e sem downloads de software.</p>
<p>Os ficheiros DWG não dados a visualizações rápidas. Até hoje não vi ainda uma aplicação que rapidamente mostre o conteúdo de um DWG. Se usarmos software Autodesk os recursos do computador que são ocupados apenas para abrir um pequeno DWG são impressionantes, mas as coisas têm vindo a melhorar ultimamente. O visualizador que mais me agradou até hoje é o <a href="http://www.edrawingsviewer.com/">eDrawings</a>: uma aplicação gratuita, rápida, e eficaz. Surpreendentemente, o próprio MapGuide não publica ficheiros DWG, a não ser que se convertam primeiro para DWF. (se alguém souber o contrário, por favor diga-me!)</p>
<p>Em relação ao problema de visualizar na web ficheiros DWG, foram encontradas 2 soluções, e passam ambas por os converter para DWF. Só depois poderemos usar um controle ActiveX para o Internet Explorer (ou mais recentemente um plugin para Firefox 3.x) para visualizar estes ficheiros, ou recorrer ao serviço gratuito da Autodesk chamado Freewheel. Mas vejamos cada solução em detalhe.</p>
<h4>Solução 1 &#8211; Controle ActiveX para IE ou plugin Firefox 3.x</h4>
<p>Ao instalar software da Autodesk é também instalado um controle ActiveX que lê ficheiros DWF e  faz muitas outras coisas, sendo um autêntico mini-programa de CAD. Este controle era incluído no DWF Viewer, um produto gratuito que entretanto foi substituído pelo Design Review. De qualquer forma, muitos dos programas da Autodesk, como o AutoCAD, TrueView, ou o Design Review, instalam também este controle, e por isso muitos dos utilizadores terão já o controle no seu PC, mesmo sem saberem.</p>
<p>Este controle permite incluir este mini-visualizador CAD em aplicações Windows, como o IE, Word, PowerPoint, etc., e isso é muito útil para o nosso objectivo.</p>
<p>Para abrir um ficheiro DWF no IE, basta incluir numa página web o seguinte código HTML:</p>
<p><code>&lt;OBJECT CLASSID="clsid:A662DA7E-CCB7-4743-B71A-D817F6D575DF"<br />
CODEBASE=http://www.autodesk.com/global/dwfviewer/installer/<br />
DwfViewerSetup.cab#version=7,0,0,928<br />
WIDTH="640" HEIGHT="480"&gt;<br />
&lt;PARAM NAME="Src"<br />
VALUE="http://www.autodesk.com/global/dwf/samples/multiple_layouts_large.dwf"&gt;<br />
&lt;/OBJECT&gt;</code></p>
<p>O resultado é excelente. A imagem seguinte mostra o resultado&#8230;</p>
<p><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/03/dwfviewer-1.png"><img style="border-top-width: 0px; border-left-width: 0px; border-bottom-width: 0px; border-right-width: 0px" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/03/dwfviewer-1-thumb.png" border="0" alt="dwfviewer_1" width="587" height="580" /></a></p>
<p>Caso o PC não tenha ainda o controle instalado, o browser inicia o processo de download e instalação, caso o utilizador permita.</p>
<p>Observando a toolbar podemos ver funções como imprimir, gravar (para DWF ou DWFx), zoom e pan, ver Model e todos os Layouts, controlar Layers, Propriedades, e muitos outros, oferecendo assim um verdadeiro mini-CAD dentro do browser.</p>
<p>Este exemplo pode ser encontrado num dos <a title="How do I embed a DWF file in an HTML page" href="http://dwf.blogs.com:80/beyond_the_paper/2006/05/how_do_i_embed_.html" target="_blank">blogs da Autodesk</a>. Como o código já é um pouco antigo, a versão indicada do controle é também antiga (7.0.0.928), e podemos usar uma mais recente. Para isso localizamos a dll do controle no nosso computador (C:\Program Files\Common Files\Autodesk Shared\DWF Common\AdView.dll), verificamos a sua versão e actualizamos o código (no meu PC a dll tem a versão 9.0.0.96 e vinha incluída no Design Review 2009). Devemos escolher uma versão que seja a mais comum na empresa onde vamos implementar este sistema de visualização, para evitar que os utilizadores tenham de instalar software adicional.</p>
<p>Uma última nota &#8211; se incluirmos o controle ActiveX numa página web, sem indicar um ficheiro para abrir, então o botão de Abrir ficheiro fica activo e podemos escolher qualquer ficheiro que tenhamos no disco ou numa partilha. Mas é estranho que ao indicarmos um ficheiro no código essa opção fique inactivada&#8230;</p>
<p>Vantagens desta solução:</p>
<ul>
<li>visualizador muito completo no browser</li>
<li>permite abrir qualquer ficheiro DWF acessível ao PC, quer em disco, partilha, ou web</li>
<li>permite imprimir, gravar como DWF/DWFx, e capturar imagens</li>
<li>interface muito familiar para quem usa software Autodesk</li>
</ul>
<p>Desvantagens:</p>
<ul>
<li>exige IE</li>
<li>exige que já exista software Autodesk instalado, ou que se instale o controle ActiveX</li>
</ul>
<p>Links de interesse:</p>
<ul>
<li><a title="página de exemplo no site da Autodesk" href="http://www.autodesk.com.hk/adsk/servlet/item?siteID=1170102&amp;id=7018784" target="_blank">Install &amp; Embed Viewers &amp; DWF Files</a></li>
<li><a title="exemplo no blog Beyond the Paper, da Autodesk" href="http://dwf.blogs.com/beyond_the_paper/2006/05/how_do_i_embed_.html" target="_blank">How do I embed a DWF file in an HTML page</a></li>
<li><a title="exemplo do plugin para Firefox 3.x no blog Beyond the Paper" href="http://dwf.blogs.com/beyond_the_paper/2009/02/dwfs-on-the-web-not-just-for-internet-explorer-anymore.html">DWFs on the Web: Not just for Internet Explorer Anymore</a></li>
</ul>
<h4>Solução 2 &#8211; Serviço Freewheel da Autodesk</h4>
<p>A Autodesk lançou um serviço online (já em 2006!) que permite fazer upload de um ficheiro DWF e visualizá-lo num browser sem qualquer software adicional. Pode até visualizar-se num PDA. Se a página for configurada para abrir um ficheiro pré-definido, então o ficheiro tem de estar num url acessível ao servidor da Autodesk e é preciso cuidado com firewalls ou proxies restritivos. Mas se for o utilizador a indicar o ficheiro que pretende visualizar, então o proxy/firewall não deverá interferir.</p>
<p>Algumas empresas poderão não estar dispostas a colocar os seus desenhos DWF num website público, embora pessoalmente essa questão me pareça pouco importante &#8211; até porque seria necessário conhecer o url exacto do ficheiro para o poder obter. Por outro lado, (confesso já que não li os termos de utilização do serviço com atenção) fico com a sensação de que também aqui se podem levantar questões de confidencialidade &#8211; o que sucede aos ficheiros passados para o servidor da Autodesk? Quem os pode ver?&#8230; Se alguém quiser esclarecer esta questão seria óptimo.</p>
<p>O código HTML a incluir na página web é muito simples:</p>
<p><code>&lt;iframe scrolling="no" width="800" height="600"<br />
src="http://freewheel.autodesk.com/dwf.aspx?path=http://www.pinnacle-pizza.com/Hotel5.dwf"&gt;<br />
&lt;/iframe&gt;</code></p>
<p>A página ficaria com este aspecto:</p>
<p><a href="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/03/dwf-freewheel-1.png"><img style="border-right: 0px; border-top: 0px; border-left: 0px; border-bottom: 0px" src="http://blog.viasig.com/wp-content/uploads/2009/03/dwf-freewheel-1-thumb.png" border="0" alt="dwf_freewheel_1" width="576" height="569" /></a></p>
<p>Não há software a instalar no nosso PC, e a visualização é excelente. Há menos controles disponíveis na toolbar, mas mesmo assim podemos fazer zoom e pan, e navegar pelo Model e Layouts do ficheiro. Através do menu File, podemos ainda abrir um ficheiro diferente (que é enviado para o servidor da Autodesk), enviar por email, e imprimir.</p>
<p>Como funciona? O servidor Freewheel recebe os pedidos do nosso browser para visualizar determinada parte do ficheiro DWF e devolve uma imagem dessa visualização, e assim por diante. Ao fazer zoom sobre, por exemplo, a área da legenda, essa área é devolvida ao browser como uma imagem que é mostrada ao utilizador, simulando o trabalho com o ficheiro.</p>
<p>O serviço Freewheel disponibiliza uma pequena API que permite efectuar pedidos específicos através do endereço (url): que ficheiro queremos, que área, que zoom, etc. E é isso que enviamos por email quando usamos essa opção no browser &#8211; um url que permite ao destinatário ver o desenho exactamente na posição em que o estamos a ver.</p>
<p>Mas há mais&#8230; o <a href="http://labs.autodesk.com/" target="_blank">Autodesk Labs</a> (equivalente ao Google Labs, onde se experimentam tecnologias até serem promovidas a produtos &#8220;a sério&#8221;) oferece uma versão melhorada do Freewheel. A capacidade que mais me impressionou foi a de podermos criar um repositório de ficheiros DWF que podemos manter no servidor da Autodesk e reutilizar ou partilhar com colegas de trabalho. Mais: é possível até partilhar uma sessão de visualização em que um dos utilizadores manipula o desenho e os restantes podem observar, trocar mensagens, e anotar o desenho. Quando testei com o Chrome o tamanho do texto e desenhos estava demasiado grande, e não sei quanto tempo os ficheiros ficam disponíveis&#8230; mas estas capacidades de cooperação são impressionantes.</p>
<p>Vantagens desta solução:</p>
<ul>
<li>não é necessário software adicional</li>
<li>interface muito simples, com zooms e pan</li>
<li>acesso ao model e layouts do DWF</li>
<li>o utilizador pode carregar qualquer ficheiro DWF para visualizar</li>
<li>qualquer browser e até PDAs podem visualizar ficheiros DWF</li>
<li>pode-se imprimir</li>
<li>pode-se enviar um email com url para visualizar o ficheiro DWF</li>
<li>pode-se fazer uma sessão de visualização em conjunto</li>
<li>pode-se a partir de links <a href="http://freewheel.autodesk.com/samplecatalog.aspx">fazer thumbnails usando apenas Javascript</a></li>
</ul>
<p>Desvantagens:</p>
<ul>
<li>menos funcionalidade CAD</li>
<li>os ficheiros a visualizar são transmitidos para o servidor da Autodesk, o que pode demorar</li>
<li>o desempenho depende da nossa ligação à Internet e da capacidade de resposta do servidor da Autodesk</li>
<li>os ficheiros são passados para o servidor da Autodesk</li>
<li>Internet é obrigatória</li>
</ul>
<p>Links de interesse:</p>
<ul>
<li><a href="http://freewheel.autodesk.com/developers.aspx">What is Autodesk Freewheel?</a></li>
<li><a href="http://labs.autodesk.com/utilities/ShareNow/">3D/2D ShareNow Add-in for AutoCAD, Inventor, Revit, and Design Review</a></li>
<li><a href="http://labs.autodesk.com/technologies/freewheel/documentation/">Documentation do Freewheel no site Labs da Autodesk</a></li>
</ul>
<h4>Conclusão</h4>
<p>Estas 2 abordagens permitem resolver a questão de visualizar ficheiros CAD online, embora ainda de forma isolada e obrigando a converter para o formato DWF, mas é um primeiro passo para podermos ter a informação CAD integrada numa abordagem web. Claro que a partir do momento em que aceitamos a obrigatoriedade de converter os nossos ficheiros CAD para DWF abrimos a porta a usar o MapGuide para publicar esses ficheiros em serviços WMS, serviços esses que podem ser incluídos em aplicações webGIS&#8230; e isso já é outra estória.</p>
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